O Açougueiro Louco (MAD) Dario Checchini e o Pobre Juan

Texto e Imagens: Ribas Machado

É...
Pois é...
Em março de 2014 o chef Dario Cecchini, açougueiro italiano do Antica Macelleria Cecchini, esteve no Brasil com o objetivo de fazer 3 apresentações, na rede "Pobre Juan" (SP e RJ), da sua “Officina dela Bistecca”. 

Corriam rumores de que ele apresentaria seu prato mais famoso, a "bisteca fiorentina", havia também quem temia uma reapresentação do ato praticado durante o MAD Symposium de 2013, quando o "artista" estripou um porco retirando suas entranhas/guts (tema da edição do Simpósio) e, com elas, preparou uma "iguaria".

O Mídia Legal Independente foi conferir...



O que iria ocorrer (por mais que, em tese, o abate de animais em um show/restaurante estivesse proibido no Brasil) ninguém sabia mas, como os ativistas defensores dos animais não queriam correr risco e, se mais não fosse, não queriam deixar passar em branco tal (para eles -e para mim, confesso... -) escolha de mau gosto da rede de restaurantes brasileira, foi organizado pelas redes sociais uma manifestação...

Era pra ser uma manifestação pacífica e regrada (e foi...)


E por mais que os organizadores do evento (que gerou a manifestação) temessem algo mais violento, inclusive tentando se proteger previamente, buscando censurar e coibir a livre manifestação de opinião de quem, com eles, não concordava...


Tudo correu bem (para os ativistas e pra sociedade em geral) como pude verificar desde quando cheguei (ou melhor, fui chegando...) por volta das 11h00 do dia 13 de março de 2014

 E fui tomando pé da situação...

 Chegando mais perto...

 Até que já estava bem perto e pude começar a ver/entender que...



Mais de de 80 ativistas e simpatizantes foram começando a chegar e se preparar para o ato em frente à churrascaria Pobre Juan, unidade da Vila Olímpia,




Conforme iam chegando...
Iam dando seus recados individualmente ou em grupos...



Como esperado, a polícia também chegou e, por mais que tenha sido bastante pressionada, inclusive por um sujeito que depois foi embora em um sedan escuro com sirene e luzes (típica viatura descaracterizado), vale uma observação aqui no sentido de que os militares foram bem legalistas, deixando a manifestação ocorrer tranquilamente...


Alias, até um filhotinho morto de porco, de verdade, também "chegou" para mostrar a quem passasse pelo local o que se estaria sendo feito do lado de dentro restaurante, foi levado pelos ativistas que fizeram questão de explicar que o filhote não havia sido comprado, mas, sim conseguido de um descarte feito por uma universidade.
 


Tudo ocorreu em paz, sem violência desnecessária (afinal não sou "Poliana" nem acho que vcs, leitores, são tolinhos a ponto de achar que uma ação direta -de qualquer tipo- não carrega em seu bojo algum tipo de violência mesmo que apenas visual... Mas isso fica pra alguma matéria aqui do blog, escrita em algum dia -ou não-), inclusive os funcionários do restaurante, que estavam sem ter o que fazer, vieram pra rua tranquilamente para fotografar o ato e fazer selfies hehehe...


O tempo foi passando, os ativistas/manifestantes davam seus recados, até que...






O restaurante fechou as portas de vez e surgiu um representante anunciando que o evento (do Dário) havia sido cancelado...


E Dá-lhe comemoração!!



Tudo estava correndo bem, todos felizes, até que por volta das 14h00, veio uma informação de que o evento havia sido transferido para a unidade existente no Shopping Cidade Jardim, neste momento os ativistas se dividiram, um grupo (maior) já se dava por satisfeito de ter interrompido os planos originais, ter dado o recado, de que no Brasil não é festa, pro "carniceiro gringo" e ter conseguido cancelar o evento marcado para aquela unidade da churrascaria Pobre Juan (este era o objetivo do ato), outro grupo (menor) ainda sob efeitos da adrenalina hehehe queria ir (e foi -tendo sido recebido por forte e agressivo esquema de seguranças privados-) para o tal Shopping e, um grupo misto, queria enterrar (e enterrou) o porquinho usado no ato...

Eu e alguns manifestaCÃES também presentes ficamos vendo e tentando entender o que iria ocorrer...


E, quando o povo e a pova começou a ir embora para suas novas missões e (ou) para descansar, levantamos acampamento e fomos embora também...

No fim, cabe registrar que concordei com o grupo maior que se deu por satisfeito de ter obtido PLENO SUCESSO em evitar que NAQUELA UNIDADE, NAQUELE DIA ocorresse o evento... Aceitei e entendi e respeitei o grupo menor que quis ir ao Shopping (mas não fomos junto) e achei fofo o ato de enterrar o porquinho (queria ter ido registrar, mas me perdi dos que lá foram...).

Sem nenhuma dúvida, como o povo do VISTA-SE escreveu: "A ação corajosa dos ativistas fará com que estabelecimentos pensem duas vezes antes de trazer este tipo de evento inútil para o Brasil. Os restaurantes que insistirem devem estar cientes de que estão sujeitos a este tipo de marketing negativo de suas marcas."

Fica os meus parabéns pra quem saiu de casa neste gesto batuta, deixo um até breve (mesmo que distante) para todos(as) vcs e fecho este post com uma imagem do ato ocorrido no RJ!!



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