[NOTÍCIA] Deu na Veja... (ou: Está a cada dia mais difícil defender a manutenção da PM...)

Texto: Ribas Machado

 
E coloca dificuldade nisto viu!!! 
 
Carambola!!!

Quando parece que a instituição vai agir corretamente, surgem MAUS integrantes e ferram tudo de novo...

É verdade que nada disto é novo (novo é a VEJA se posicionar a respeito...tsc tsc) ou exclusividade da PM carioca, inclusive, enquanto eu lia o texto acabei me lembrando de um evento ocorrido em 2008 aqui em Sampa.

É verdade que dentro da farda tem seres humanos, como tal, falíveis e falhos...

É verdade que MAUS governantes dão ordens e pressionam a barbárie...

Mas...

 NADA disso é razão para esta briga de torcidas, este confronto de gangs, este Nós vs Eles... ALIAS, nem deveriam haver brigas e confrontos, o direito de QUALQUER manifestação é CONSTITUCIONAL!!

Ah!! Mas quebraram uma vidraça, picharam uma parede, quebraram uma viatura... Ok! Deu flagrante? Prende... Não deu.. Apura!! Mas não devem haver generalizações... 

Polícia não é segurança privada e, como o diálogo, exposto na matéria, mostra e, eu senti na pele e (ou) presenciei mais de uma vez perto de mim, há PÉSSIMOS POLICIAIS (sim existem ótimos, como em todo grupo, toda profissão) que ficam instigando, fomentando, criando o confronto, seja por ordem superior, seja por um viés de personalidade criminosa...

Enfim, fim, senão não paro de escrever... Vejam o post/lembrança novo sobre 2008 (linkado acima) e...

Vejam, abaixo a matéria de Leslie Leitão, veiculada pela revista Veja em 03/jan/2015 as 16h41:

 

Oficiais da PM do Rio incitaram pancadaria contra black blocs

Documentos exclusivos obtidos por VEJA mostram mensagens de cunho nazista enviadas por policiais pelo WhatsApp

  
Chumbo trocado – Contra o radicalismo dos black blocs, 
acesso liberado a arsenal da PM (Ricardo Moraes/Reuters)

Os protestos que surpreenderam o Brasil em 2013 ainda estavam começando quando Itália e México jogaram no Estádio do Maracanã, em 16 de junho, pela Copa das Confederações. Um pouco antes da partida, cerca de 500 manifestantes tentavam se aproximar com faixas contra a Copa do Mundo e o aumento da tarifa de ônibus. Não avançaram. Em minutos, o Batalhão de Choque da Polícia Militar os empurrou para longe com uma saraivada de bombas de efeito moral e os encurralou na vizinha Quinta da Boa Vista, o maior parque da cidade, provocando pavor e correria na multidão que passava o domingo em família. A ação foi um prólogo do que viveria o Rio, com protestos violentos e muitos feridos como saldo. No comando da tropa estava o tenen­te­-coronel Fábio Almeida de Souza, hoje com 45 anos — que recebeu do então governador Sérgio Cabral, por e-mail, os cumprimentos pelo “belo trabalho”. Nos meses seguintes, ele seria o líder do intenso combate entre a polícia e os black blocs, a face anônima e mais violenta da agitação. Um conjunto de documentos obtidos por VEJA mostra, porém, que os criminosos mascarados não eram os únicos radicais nas ruas. Do outro lado, na polícia, o grupo do tenente-coronel também acirrava os ânimos, defendendo e praticando a pancadaria indiscriminada.

O coronel Fábio, como é chamado, é o protagonista de milhares de mensagens trocadas entre oficiais da PM num grupo que se comunicava via WhatsApp entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014. Reunidas em 230 páginas de um inquérito da Corregedoria-Geral da PM, elas mostram o tenente-coronel revelando clara admiração pela filosofia do nazismo e deixando nítido que, para ele, o caminho era a agressão pura e simples. Numa das mensagens, quando um major sugere aos colegas o uso de uma técnica de imobilização com um bastão chamado Tonfa, ele reage: “Mata! Assim imobiliza para sempre”. E continua: “Tonfa é o c....! 7.62 (um tipo de fuzil) mata eles tudo”. Em outro trecho, confessa: “Na última manifestação que fui dei de AM640 inferno azul nas costas de um black bobo, no máximo 30 metros!!! Que orgulho!”. O AM640 é um lançador de bomba de gás não letal que, acionado a curta distância, pode até matar. Quando um colega observa “Coronel Fábio pela instauração do Reich”, ele retruca: “Isso”.

No período em que as mensagens foram trocadas, a ação dos black blocs estava no auge, com ataques a prédios públicos e estabelecimentos comerciais, além de incêndios de ônibus. Muito pouco, no entanto, se sabia sobre os baderneiros, e nenhum membro relevante do grupo havia sido preso. Por isso, a PM vivia um forte dilema. Parte da corporação defendia a ideia de que se fosse mais fundo na prisão de arruaceiros e na investigação dos crimes. O coronel Fábio pregava o confronto direto e liberava a seus homens o acesso ao arsenal de armas não letais da PM. Como em 20 de junho de 2013, quando milhares de pessoas foram dispersadas com balas de borracha e bombas de gás ao chegar à sede da prefeitura do Rio. Naquele dia, segundo um oficial de alta patente, uma quantidade avaliada em mais de 1 milhão de reais em equipamentos foi gasta contra os manifestantes. “Era uma chuva de gás indiscriminada. Não tinha controle, e nem era para ter.”

Como a tropa não continha os baderneiros e produzia ainda mais radicalização, o coronel Fábio foi substituído no comando do Batalhão de Choque por outro oficial, o coronel Márcio Rocha, que mandou controlar o uso das armas e intensificar os serviços de inteligência e as prisões. Deslocado para o Batalhão de Operações Especiais (Bope), o coronel Fábio passou a tramar a derrubada do desafeto. Nas mensagens, diz que seu pessoal vai tomar conta da PM em 2015 e instituir um “padrão Alemanha de 1930”. Após uma noite em que levaram cinquenta minutos para atender ao pedido de socorro de uma guarnição atingida por tiros em conflito com traficantes, três de seus apoiadores foram afastados. Dias depois, a portaria do condomínio onde o novo comandante morava sofreu um atentado a tiros. As mensagens a que VEJA teve acesso constam justamente do inquérito que investiga esse ataque. Apesar de conter revelações gravíssimas, o único efeito foi seu afastamento do comando do Bope, em março passado. O que não chegou a ser uma punição, já que o oficial passou a integrar a escolta do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Em novembro, quando Beltrame decidiu trocar toda a cúpula da PM, o coronel Fábio foi reconduzido ao Batalhão de Choque. Enquanto isso, o inquérito com suas mensagens estúpidas hiberna em alguma gaveta da Corregedoria da corporação.
Por outro lado, Fábio de Souza acabou promovido por merecimento, no último dia 25 de dezembro, ao posto de coronel, o maior da Polícia Militar. A Secretaria de Segurança informou que ele substituiu o chefe da segurança do secretário no período em que este saiu para fazer curso de major. E informou que "o coronel Fábio não é indiciado em nenhum Inquérito Policial Militar". Já a PM diz que o Inquérito Policial Militar (IPM) ainda está em fase de cumprimento de exigências feitas pelo Ministério Público. O encarregado é o coronel Gilson Chagas, comandante do 12º BPM (Niterói). "Como não foi concluído, não é possível falar em indiciamento por enquanto", diz a corporação através de sua assessoria de comunicação.

Confira os trechos dos diálogos de oficiais da PM pelo WhatsApp obtidos por VEJA


28/12/2013   

O grupo do coronel Fábio, afastado do comando do Batalhão de Choque, fala sobre a caçada que vai promover aos inimigos quando voltar ao poder. Classificam-se como ‘raça pura e sem defeitos’. Um capitão define que a vontade do Fuhrer será feita, numa alusão aposto com que Adolf Hitler no período da Alemanha nazista:

Capitão Sanches A favor da inquisição, vamos caçar bruxas e fantasmas. Pela raça pura e sem defeitos. Viva o Choque
Não identificado Então, que seja feita a vontade da maioria.
Capitão Gilberto Não é a vontade da maioria. É o certo. É a vontade do Fuhrer
Não identificado Choque. Gtar + GTM + UCM = Choque Forte, vamos expulsar todos os que só contribuem para a imagem da rataria do BPM. Viva a raça sem defeitos. Depuração total.
Keller Sangue e vitória! Choqueeeee!
   
01/01/2014

O Coronel Fábio Almeida de Souza afirma, em janeiro de 2014, que em 2015 seu grupo voltaria a comandar a PM do Rio de Janeiro – como de fato ocorreu. E promete massacrar os inimigos, a que chama de ‘peito de ladrilho’, ou seja, policiais sem os cursos especiais, dizendo que sua vingança será dura, ‘Padrão Alemanha de 1930’:

Coronel Fábio Em abril de 2015 assumirei o controle da PMERJ. Está nas escrituras. Serão quatro anos de inverno nuclear para os peitos de ladrilho. Só cursado terá vez. Choque, Caveira, Cachorreiro ou piloto. O resto será escorraçado
Nascimento Velho, tenho fé que estamos passando por uma aceitação doutrinária, junto com uma construção de mística que o Bope, por exemplo, já passou. Nós temos que pagar esse preço pra que no futuro não questionem quase nada relacionado às técnicas (...)Como diz o coronel Fábio, somos os problemáticos, xiitas, talibãs etc. Rs
Coronel Fábio Aí vocês verão o que é revanchismo combinado com vingança.
Major Adriano Banco de instrutores estão sendo criados em 2014. O golpe está sendo preparado para 2015. E o Obtuso (tenente-coronel Márcio Rocha) nem percebeu isso
Coronel Fábio Padrão Alemanha de 1930
Coronel Fábio Vai ter virada e vingança. 2014, a virada. 2015 a caça aos infiéis insurgentes ladrilhos malditos indignos
    
01/01/2014

Durante um debate sobre técnicas de combate aos manifestantes, o major Adriano sugere a introdução da técnica com o uso do bastão (Tonfa). Para o coronel Fábio, o jeito de resolver é mais simples, atirando com munição de fuzil: “7.62 mata eles tudo (sic)”. E depois insiste: “Porrada, paulada, fuzilzada, mãozada. Abril de 2015. O Chanceler assume o poder. O Partido”, mostrando mais uma vez saber que seu grupo assumiria a PM.

Major Adriano Estou querendo montar uma cadeira de instrutores de ‘imobilização e condução’ só que com Tonfa (...) eu quero especializar os ‘busca e captura’ só com Tonfa. O curso que a gente fez lá no DPOE. Em presídios eles atuam só com Tonfa. Mais prático e eficiente.
Gilberto Mas se for de Tonfa bastão ou qualquer coisa temos que definir o emprego diversificado dentro do que ocorre no evento.
Major Adriano Para imobilizar com Tonfa então, os caras são f...! Se eu falar com eles lá no DPOE, ele viriam pra cá e passariam 10 dias aqui, só demonstrando imobilização e condução para os busca e captura. Captou a ideia?
Major Adriano E detalhe: os babacas dos peito liso iriam bolar, vendo a gente atuar com Tonfa nas manifestações. Iriam ficar com uma inveja do c..., porque uma imobilização com tonfa é p..., demonstra técnica e adestramento da tropa!
Coronel Fábio Mata! Assim imobiliza pra sempre
Major Adriano Legalidade. Oportunidade. Necessidade. Proporcionalidade. Ética: L O N P E, Comando! Uso legal da força
Coronel Fábio Pela saco
Capitão Heliton No Gepe dei instrução de tonfa nesse último porque a Fifa não vai querer o nosso bastão dentro dos estádios. Questão política. Ensinei mas deixei claro que se não praticar não funciona
Coronel Fábio Tonfa é o c...! 7.62. Mata eles tudo... Para com isso, Adriano. No Bope tem um cara f... que quase ninguém sabe. Tiro em todo mundo. Faz que nem o Senhor Rufino. Baleou 10. Pratica estrangulamento e tiro em multidões
Major Adriano Para que o senhor não é assim
Coronel Fábio Porrada, paulada, tonfada, fuzilzada, mãozada. Abril de 2015. O Chanceler assume o poder. O Partido.
Gilberto Coronel Fábio pela instauração do Reich
Coronel Fábio Isso.

07/01/2014 
   
Em mais um debate sobre técnicas de controle nas manifestações, o coronel Fábio orgulha-se de ter atirado, por trás, uma bomba de efeito moral nas costas de um black bloc:

Coronel Fábio Na última manifestação q fui dei de AM640 inferno azul nas costas de um black bobo no máximo 30 metros!!! Que orgulho!!!








Até a Próxima!!!
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