[RELATO] 3º Grande Ato: Sem Água São Paulo Vai Parar (Mov. Lute pela água)

Texto e Imagens: Ribas Machado             
Imagens: Marcos Jr.                                 
Imagens: O.L. Sr. Manoel Chaves Braga 


Olá!

Não esqueci de vocês não...

O que ocorre é que hoje foi a primeira vez, neste ano, que voltei da cobertura de um ato, com um sentimento ruim, um enjoo, uma ânsia... 

Até por isso não lhes apresentarei exatamente uma versão resumida (pois ainda não consegui digerir nada do que vivi, o que dizer resumir...) mas, sim, uma (na falta de outro nome, no momento) "introdução"...

Pois bem...

Cheguei no gradil do parque Trianom (frente do MASP -no outro lado da Av. Paulista-), por volta das 17h20, me aproximei de um grupo de coleguinhas e descobri que quatro deles, eram estrangeiros e faziam parte de uma produtora de cinema independente.

Cito este grupo pq eles estavam assustados por haver acabado de (SEGUNDO ELES) receber uma intimidação seguida de pedido de documentos, por parte de uma tropa da PM que estava encostada no gradil do Parque... Não vi a cena e também não sofri nenhuma intimidação ao passar pela tal tropa, mas os quatro adultos (três homens e uma mulher) estavam realmente assustados e, como vocês verão durante este relato, muitos outros colegas da imprensa passaram por situações iguais e até piores...

Conversei com eles e outros colegas que lá estavam arrumando material, atravessei a avenida cruzei o vão livre e fui sentar no fundo, pra arrumar o meu material e "sacar a situação" de longe e com calma. 

O que vi de onde estava sentado foi...


Sim, o grupo (razoavelmente sem quantidade, mas com qualidade -explico: tinham, para um GRANDE ATO, poucas pessoas, mas quando falo em QUALIDADE, o faço pq estas "poucas pessoas" representavam MUITOS grupos. Pude ver pessoas, duplas e trios de vários coletivos e grupos tradicionais-) estava "cercado" pelos "tijolinhos amarelos".

Mas, embora "cercados",  tudo corria bem e podíamos ver uma concentração de ato...
  • Informativa (cartaz do Coletivo Território Livre, um dos muitos que aderiram ao ato)
  • Amorosa
  •  Lúdica

E...
  • Bastante alegre


Tudo ia correndo bem (18h40) dentro do "cerco de tijolos amarelos", e até uma fogueira foi acessa durante uma tentativa de encenação de dança da chuva...


Como a dança não deu lá muito resultado (e a fogueira queria apagar) alimentaram o fogo com "máscaras do Governador" que seriam usadas pelos manifestantes durante a caminhada... (quando e se ela saísse, pois estava ocorrendo um impasse  entre o "comando militar" e os manifestantes, impasse este ligado à não entrega do itinerário... Depois, na versão final/completa, falaremos sobre isto e muitas outras coisas do dia de hoje)


 

A Fogueira e tudo em volta corria tranquilo, o cerco militar se mantinha, mas tinha buracos onde as pessoas podiam passar, ir e vir (essa informação é relevante e vocês entenderão o pq, na versão completa) e tudo caminhava realmente bem (fora o impasse que ainda se mantinha) até que um tijolinho amarelo surge (18h50), sozinho, do nada, com um extintor, apaga a fogueira (em breve subiremos o vídeo) e, em silêncio, como chegou, se afasta junto com um parceiro (e só... nenhum oficial ou tropa nas proximidades do "bombeiro") parando à distância, onde ficou olhando os manifestantes, com o extintor do lado...

Os manifestantes acendem uma nova fogueira e continuam a se divertir, tocando, cantando e pulando (a fogueira)... 

Nesse momento (18h52) começa toda uma movimentação estranha...


A "tropa do braço" (que também estava lá nos gradis do Trianom) atravessa a Avenida e começa a vir pro vão livre (onde completariam com os tijolinhos e o choque, um CERCO -este, sem nenhuma aspa-)


E aí, tudo se perde, tudo degringola, tudo fica sem sentido e muita coisa discutível, errada, desnecessária, começa a acontecer, até que por volta das 19h45, o ato consegue, finalmente, andar...

Antes de fechar esta introdução vale citar que, dentre as coisas discutíveis, erradas, desnecessárias, ocorreram detenções de um rapaz e uma moça...

(FOTO gentilmente cedida pelo Observador Legal, Sr. Manoel Braga)

 (FOTO gentilmente cedida pelo Observador Legal, Sr. Manoel Braga)

Simples e inicialmente (conforme relato do Observador Legal, Sr. Manoel Braga) o casal foi detido por ousar se manifestar  fora do cerco e não aceitar seguir para dentro dele (cerco - vão livre do MASP-)

 (FOTO gentilmente cedida pelo Observador Legal, Sr. Manoel Braga)

Pois é... Paramos esta "introdução" por aqui...

Quem quiser ler mais, conforme anunciamos na nossa página/facebook, sugiro que, por sua conta e risco, clique no link "mais informações" que aparecerá após as observações abaixo...

Para quem não clicar... Até breve!!
Para quem clicar... Até já!!


Obs1: Trouxemos, acima a versão do Sr. O.L. pq no momento dos fatos, estávamos em um local alto, filmando tudo (vídeo em breve) e não acompanhamos/ouvimos exatamente o que ocorreu e foi falado "gerando a detenção". É evidente que deve ter havido algum confronto verbal, não somos tão bobinhos para achar que palavras do tipo "obrigado", "desculpe" e "por gentileza" foram utilizadas, mas também vimos, sabemos (e as fotos do O.L. também mostram) que os manifestantes só estavam se manifestando de forma pacífica, legal e constitucional e também sabemos que ninguém TEM QUE "entrar no cerco", só pq algum engravatado mandou o Oficial PM mandar... Portanto, e levando em conta que no fim o ato andou (o que torna tudo anteriormente praticado pela PM, totalmente surreal e arbitrário) não temos nenhuma palavra elogiosa a respeito da ação militar que aconteceu no período das 18h45 até as 19h45, muito pelo contrário...
Obs2: Outras fontes/relatos a respeito do ocorrido (detenções) estão sendo apuradas e serão trazidas na versão final/completa ou nos dias que vierem/surgirem...
Obs3: Não tem observação 3, mas na versão completa vocês terão muito mais coisa (fotos, vídeos, relatos, observações, conclusões) vocês vão clicar pra ler? Vão? Batuta!!  Até!! (sim, isto acabou sendo a observação 3..)




SEXTA FEIRA 13
(um dia perfeito pra publicar a versão final da cobertura deste, específico...)



Já de cara, vale dizer que nem tudo foi tão ruim/estranho, afinal de contas consegui achar uma camiseta (bem) batuta...


Mas, tirando o garimpo mostrado acima, muito pouca coisa BATUTA se salvou nesta cobertura deste dia/noite que, seguindo nossa proposta de JORNALISMO LITERÁRIO (& Libertário), passo a contar pra vocês (agora de forma bem completa)...

Quem não gosta de textos longos aconselho (como sempre) a não seguir além deste ponto...
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É... Acho que você quer ler a nossa versão completa né? (senão nem estaria aqui... tsc tsc)


Tem certeza??

Vc aguenta avançar?

Ok!!

Borandar então!!



Tirando o comentário (já feito na versão resumida) dos "gringos assustados" com os assédios policiais (que não confirmamos, nem negamos, muito embora no conjunto da obra, sejamos obrigados a acreditar...), lá no vão, tudo corria bem...

Tudo estava estranho. "Cercado", mas bem...


Muitos preparativos, cartazes, e ideias sendo desenvolvidas








Várias pessoas e Coletivos chegando e se organizando...
OBS: Fica aqui o nosso parabéns ao povo do Coletivo "Território Livre" que (ao contrário da maioria dos MUITOS grupos/coletivos presentes que "só" mandaram "representantes diplomáticos") compareceu em peso e quantidade semelhante à que comparece em outros atos...


E, com tudo isto, isto tudo acabou dando um clima INICIAL bem informativo, amoroso e lúdico...



Que se segui e passou de 18h38...
Com danças e "rituais" rolando...




Rolando...


Com cantos sendo ecoados (por um megafone MUITO ruim, frise-se)


Enquanto que pelo restante do "vão" tudo ia correndo (18h40) dentro de uma tranquilidade estranhamente tensa... (mas ainda tranquila)



Até que deu 18h50 ...


Depois 18h52...

Chegamos em 18h53...


Até que por volta das 18h57...


Sim!! Vocês entenderam bem...

As tropas fizeram uma linha/parede prendendo/detendo as pessoas dentro do "vão"!


E, sim, eu devo ter sido um dos últimos a sair sem MUITOS problemas -até fui inicialmente barrado por um "tijolinho" que viu o "imprensa" da minha credencial aparecendo no bolso da camisa (onde a guardo), pensou, olhou de novo e tirou o cassetete, liberando minha saída-. Falo isto, pois, segundo relato (em sua página pessoal numa rede social -relato este que tive a permissão de ecoar aqui-) da, Cronista do Estadão e Colunista do The New York Times International Daily, Sra Vanessa Barbara (que ficou "protegida" dentro do "festa"):
"Eles já tinham cercado o local, mas estavam tranquilos até que começamos a sair para a marcha. (O que, como todos sabem, é proibido.) Então avançaram em linha com a tropa de choque pra cima de todos. Alguns manifestantes conseguiram sair pelos lados, mas muitos (cerca de 50) ficaram na parte de dentro. Então eles fecharam completamente o cerco e não deixavam NINGUÉM passar. Ninguém dizia por quê. Um pessoal conseguiu sair de lá tirando os sapatos, subindo a barra das calças e chafurdando no lago do vão do Masp, só pra poder dar a volta e chegar até a calçada. (!!!!) Quando a tropa de choque viu o que estava acontecendo, avançou de novo pra cima do povo e não foi mais possível escapulir pelo lago. Gente que nem estava na manifestação ficou presa lá dentro. Ninguém tinha "permissão" de sair: nem imprensa, nem advogado, nem padre Julio, nem um sujeito com um cachorro no colo. O pessoal que estava lá fora também não podia entrar. Ficamos presos pelo cordão do choque por mais de uma hora. De repente um dos comandantes disse que iam deixar passar quem apresentasse "identificação individual", cujo número eles diligentemente anotavam num papel - já vimos esse filme nas manifestações contra a Copa. Para a imprensa, disseram que só deixariam o ato sair se houvesse liderança e trajeto, e que não estavam impedindo ninguém "individualmente" de passar. Mentira. Tentei várias vezes. Vi muita gente que não estava no ato pedindo para ir pra casa, sem sucesso.
 - Mas afinal pq isto?? (alguém poderia perguntar)
Bom... Então... A versão militar oficial dizia que enquanto alguém não se apresentasse como líder e fosse conversar com o comando militar, este, (emburrado e carente), não permitiria que ninguém saísse (com base no que ou em qual lei, eu não sei... Até sei, mas...)
Obs: Esta foi a versão oficial, mas na verdade, aguardem que já já vocês verão um OUTRO vídeo interessante... (eu aviso na hora hehehe)
Pois bem, fora do vão, ninguém entendia nada (duvido que dentro, alguém entendesse algo -alias, sinceramente acredito que houvessem PMs, com mais estudo e sensibilidade humana, também incomodados e perdidos com a ordem recebida... Pude ver vários rostos...-).






Tudo estava muito confuso e (perdoem a palavra) podre!

Mas quando parecia que nada poderia piorar, o pessoal que estava fora do cerco, tentando se manifestar tranquilamente (afinal era uma manifestação, manifestação esta avisada abertamente pelas redes sociais, e, em manifestações, as pessoas se manifestam...) contra o (detalhe) Governador...

 (FOTO: Gentilmente cedida pelo Observador Legal Manoel Chaves Braga)

Começou a (também) ser cercado, coagido, violentado e (até) "convidado a entrar no cerco", entrar na "festa protegida".


  (FOTOS: Gentilmente cedidas -as 4 acima- pelo Observador Legal Manoel Chaves Braga)

Como ninguém com relativa capacidade mental e polegares opositores, aceitaria tal "convite", a situação se complicou, pois, APARENTEMENTE, alguns PMs queriam muito poder "ter mais companhia" e não aceitavam "não" como resposta...


Então...

Pessoas e...

  (FOTOS: Gentilmente cedidas -as seis acima- pelo Observador Legal Manoel Chaves Braga)

Uma "faixa criminosa e baderneira", foram detidas para... (sei lá para que...)


A confusão foi armada (mais uma vez -lembram do tijolinho com extintor?? Ok-) pela PM (segundo a versão oficial -que será discutida em breve-) carente e emburrada...



Tentaram conciliar e acalmar os ânimos, sem sucesso...

E então as duas pessoas, que não quiseram aceitar o convite para ficarem presas no vão, após ficarem sendo imobilizadas por uns 10 minutos, foram levadas embora, detidas, por volta das 19h10, para se encontrar com a faixa, em algum outro lugar, (que, segundo anunciado oficialmente, seria o 78º DP)


Como comentei acima, ninguém em sã consciência aceitaria o convite (totalmente desprovido de cordialidade, etiqueta e, principalmente, base legal) feito pela PM e, isto, foi o que aconteceu... 

Quem (ou o que) não foi detido (talvez, não sei, por não responder o RSVP) continuou "fora do vão" e, continuou tentando se manifestar (principalmente) contra o Governador (que, pra quem não sabe, é o chefe da PM tsc tsc)...


Isso já eram 19h16 passadas...

Aí por volta das 19h19 a PM coibiu mais uma tentativa...


Então 19h20 os manifestantes (que pela própria designação, se manifestam), não desistiram e foram pro outro lado da Paulista (sentido Consolação/Paraíso)...


A PM foi (lógico) atrás, sendo seguida por (lembram que eu disse que vários coletivos "mandaram representantes diplomáticos"???) UM Fanfarra do M.A.L...




Obs: Repararam que ele estava descalço?? Pois é... Esta era uma marca dos que conseguiram fugir da "festa estranha protegida por gente esquisita" andando nas águas do MASP (quando ainda era possível, pois se vocês repararem na foto abaixo, depois da primeira fuga, a linha andou e fechou o acesso ao espelho d´água)

A brincadeira de "siga o mestre" ia acontecendo, fora do vão, com os manifestantes tentando se manifestar, a PM com ordens para atrapalhar, e a mídia em conjunto com populares, observando e sendo observados por mim que fiquei posicionado perto do vão.


E dentro do vão, porém, ainda fora da "festa protegida" advogados, manifestantes, mídias e até o ouvidor da Polícia, tentavam resolver o impasse...



Pessoas e outros mídias esperavam...


Enquanto que, nós, por volta das 19h38, buscamos posição imediatamente atrás da linha (da tropa do braço) e ficamos, ao som DO Fanfarra do M.A.L (que tb havia se dirigido/voltado para onde estávamos) registrando o perigoso pessoal preso da "festa militar protegida", que dançava,  esperando que algo fosse finalmente resolvido...


(Obs: O Sujeito não estava "causando" e não era pai de ninguém, 
só estava com um amigo na "festa" e, acho, queria ir embora...)

Já era 19h41, quando, eu, após ir para uma posição mais alta, fui fazendo as cenas e os relatos abaixo (ao som de temas de seriado hehehe...)


Até que, por volta das 19h45, O Sr. Major (comandante militar do dia) atende um telefonema, fala um pouco, se afasta (ainda ao telefone) do "bolinho" em que anteriormente estava discutindo sobre o impasse e, sem mais, a "festa acaba" e a manifestação, finalmente, começa...


Aqui cabe uma...


 PAUSA

Faço esta pausa, inicialmente, para postar um vídeo gentilmente permitido pela Jornalista Vanessa Barbara (que escreveu o relato acima exposto/aproveitado, nesta cobertura), onde, a mesma, faz uma compilação de vários outros vídeos de sua autoria, filmados dentro do cerco, durante sua permanência, forçada, na "festa estranha, protegida por gente esquisita":

Aproveitando tudo que já escrevi e a brilhante e corajosa compilação produzida pela colega (que tem uma tartaruga) pergunto... Vocês lembram da "obs", "Esta foi a versão oficial, mas na verdade, aguardem que já já vocês verão um vídeo interessante... (eu aviso na hora hehehe)", lembram???     

Pois é, este vídeo da Jornalista Vanessa e o meu último vídeo, em especial, a relação de acontecimentos que começa com o atender de um telefonema e termina com os manifestantes podendo se manifestar, como pretendiam desde antes das 17h00 é, justamente, o que para nós, e muitas outras pessoas sérias que viram ou souberam do ocorrido, derruba a "versão oficial" e traz a tona indícios/fumaças de uma indigesta versão não oficial, de uma teoria de conspiração, onde a PM teria ordens para não deixar a manifestação CONTRA O GOVERNADOR acontecer.
Entenderam? Não? Ok! Nos acompanhem...
  • Os gringos assustados pela abordagem policial sofrida gratuitamente;
  • O fato da PM, oficialmente (leia-se policiais profissionais e sérios) não fazer nada sem toda uma linha hierárquica de ordens que começa na voz de pessoas que não usam farda, pessoas estas que fazem parte do grupo do Governador (quando não são o próprio) o qual, por sua vez, era o alvo da manifestação;
  • O fato da PM, já de cara,"cercar" o ato e incomodar quem "nele" entrava ou "dele" saía;
  • O PM que, sozinho, ostensivamente, entra no meio dos manifestantes, com um extintor e apaga uma fogueira que não gerava nenhum risco de alastramento;
  • O fato do Mesmo PM não ligar pra fogueira ser novamente iniciada, pois neste momento, mesmo com sua POSSÍVEL isca pra buscar um tumulto e, com ele, o fim do ato, não ter surtido o POSSÍVEL efeito esperado, as tropas especiais já estavam atravessando a rua e o que era um "cerco", já estava virando uma PRISÃO;
Estão acompanhando? Vamos recapitular? 
OK!  Vamos lá...
Ato contra o Governador -> Governador manda na PM -> Algumas "iscas" com potencial para gerar tumulto (e, com este, acabar com tudo antes de começar), são lançadas/criadas -> A manifestação continua, simplesmente ignorando as atitudes militares discutíveis e desnecessárias, e continua alegre e feliz, quando, então, é cercada...
Estamos juntos?
Então vamos continuar...
  • Vendo que deixou uma rota de fuga (os espelhos d`água do MASP), por onde muitos ousaram fugir, a linha feita pelas tropas avança mais, empurrando as pessoas que não conseguiram/tentaram fugir, com os escudos, jogando spray e forçando passagem com golpes de cassetete;
  • Enquanto isso, os que fugiram e os que não haviam sido originalmente cercados, vão sendo CONVIDADOS a entrar/voltar pro cerco e, diante das várias negativas (não vi ninguém que tenha aceito o CONVITE), alguns são escolhidos, detidos e MANTIDOS por vários minutos na visão de quem estava fora e de quem estava dentro;
  • Como tal demonstração de "eu posso fazer o que eu quiser" também não surtiu o efeito (talvez) esperado de gerar tumulto e acabar o ato, antes deste começar, e como a pressão pela libertação era grande (até por parte de um Padre, advogados e do Ouvidor) os três (duas pessoas e uma faixa) foram levados embora da cena;
  • O cerco continuava, ninguém podia entrar ou dele sair "sem convite" e, fora do cerco as tentativas de manifestação iam sendo coibidas;
  • Um grupo finalmente consegue fechar uma pista da Avenida Paulista e bravamente (desculpem minha parcialidade agora, mas fiquei tão enojado com tudo acima, que acabei tomando partido) consegue manter posição;
  • Dentro do cerco, os manifestantes dançam, cantam e se divertem, não dando sinais (nem razão) de enfrentamento e inicio de tumulto (para acabar com o ato antes de...);
  • O Comandante militar recebe um telefonema, um oficial subalterno se dirige pra tropa do braço, enquanto o Comandante (ainda no telefone) se afasta de todos...
  • O ato é finalmente liberado e a manifestação começa...(como se nada tivesse acontecido)
É...

Teorias de conspiração existem e se mantém por décadas com muito menos indícios não é mesmo...

Pois é...

Por estas e muitas outras que a cobertura deste ato mexeu tanto comigo e com tantas pessoas...
Obs: Aproveitando esta pausa, sugiro o conhecimento de mais uma visão dos fatos acima através do texto batuta do colega Mauro Donato, publicado no Diário do Centro do Mundo, sob o título de "O transtorno bipolar da PM no primeiro ato contra a falta de água".

 FIM   DA   PAUSA


Voltando à cobertura...

Como eu dizia, a manifestação começou...


E eu fui seguindo com ela até que (19h55) vejo uma lanchonete específica, ela me vê, eu lembro que estou há horas precisando "lavar as mãos" e, então, vendo que tudo estava tranquilo, faço um "pit stop", "lavo as mãos", compro um ovomaltine e vou embora atrás do ato que, neste momento, já estava chegando na Consolação...

Alcancei e ultrapassei o ato, aí, aproveitando um grupo de colegas de uma certa televisão, que estava com iluminação, fiz a tomada da passagem completa (durou pouco mais de um minuto, como vocês podem ver abaixo...).


Continuamos seguindo pela Consolação rumo (agora eu já sabia) à SABESP...


Passamos por vários pontos de má lembrança recente e chegamos na SABESP onde foi feito um JOGRAL batuta...


Após o jogral (20h33), uma das pessoas (que aprendi a respeitar), de um dos coletivos, presentes, com mais ligação com o tema do ato, aceitou falar/desabafar algumas palavras pra nós/vocês...


Após as palavras (sem parar de andar), fomos avançando (aqui eu não sabia mais pra onde) até que o ato parou um pouquinho...

Fez (20h35) um novo jogral...


Andou mais um pouquinho...

Até chegar na Praça Roosevelt (20h45), onde, a PM resolveu voltar a se fazer presente...


Impasse resolvido...

O ato avançou (SEM INCIDENTES) pela contra mão da rua Caio Prado, passando pelo muro do Parque Augusta, de onde surgiram algumas adesões à marcha...


Marcha esta que pegou a Rua Augusta...


E acabou voltando para a praça Roosevelt, onde, por volta das 21h00 fez um último jogral e acabou...

Sim, vocês leram direito...

O Ato acabou, maaaas...

Eu tinha dito que iria acompanhar, até a delegacia, o grupo que a "Rafa", fazia parte, seja pela promessa feita, seja pra dar apoio (também moral), seja pela angustia de saber como estava a situação kafkaniana por que o "casal" poderia ainda estar passando, então lá fomos nós (e lá fui eu...)

Começamos a peregrinação cortando ruas e recebendo caronas até chegar na Augusta, onde continuamos a pé até a Delegacia...


Fomos andando, fui fazendo imagens...



Até que, finalmente, chegamos... (21h55)


O Grupo esperou até ser atendido...


Quando então soube que os dois já haviam sido liberados há algum tempo.

Alguns telefonemas depois, contato com os dois, feito, veio a notícia que a dupla estava no I.M.L fazendo corpo de delito, então o grupo resolveu seguir pra lá e, eu, meio que já me sentindo quase um intruso, um incomodo, quase parte da notícia, vendo que tudo já estava bem e em paz, sem me despedir (pois sabia que seria convencido a continuar com aquela moçada batuta) mas desejando, internamente, toda sorte pra eles, parei (22h02) e fiquei no ponto vendo eles entrarem no ônibus (que os levaria pro I.M.L) e irem embora...


Aí também resolvi ir embora pra casa, propositalmente, a pé (estou com as panturrilhas doendo até agora) para colocar os pensamentos em ordem e tentar digerir os vários sentimentos e sensações que aquele dia/noite havia, em mim, gerado...

Espero que nunca mais sinta o que senti, mas, acho que este desejo, no momento atual, será muito difícil de ser realizado...

Seja como for...

Até a próxima!!


P.S: Mas e a faixa!?? Ah sim!! A faixa... Acho que nunca mais saberemos dela... Que descanse em paz!!









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