[REGISTRO] Maré vai, maré volta e o RJ anda bem esquisito

É..
Pois é...
Como, pra nós, até a cobertura de Sampa (ainda) é complicada de fazer, sempre acompanhamos/monitoramos a atividade dos coleguinhas/coletivos espalhados pelo Brasil, buscando aquela informação que ainda não foi (ou nem será) informada...

Dessa vez, nosso radar parou no trabalho feito pelos mídia ativistas do coletivo Mídia Independente Coletiva e os do Jornal "A Nova Democracia" que, fizeram as seguintes reportagens:

(Vale deixar registrado que, como não somos -nem estamos- na região, aqui ficaremos como plateia destes acontecimentos trágicos... Mas uma plateia curiosa e investigativa em busca de mais e mais informações...)


Bom, o evento era este:


Já o que rolou no evento...


_________________________________________
MIC -  Mídia Independente Coletiva
_________________________________________


POLÍCIA E EXÉRCITO ATIRAM COM MUNIÇÃO LETAL CONTRA A POPULAÇÃO

Ato pela vida acaba violentamente em razão do forte ataque das Forças de Segurança, no caso, a Polícia Militar(Ostensiva e Choque) e o Exército, contra os manifestantes que clamavam por paz.

O Complexo da Maré, localizado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, hoje é uma área ocupada pelo exército brasileiro. Muitas denúncias sobre abuso de autoridade tem sido apresentadas pela população local. A situação atualmente é grave e vários cidadãos se sentem ameaçados.

Ontem, dia 23, foi marcado um ato pela paz. Infelizmente tal manifestação se tornou uma praça de guerra. O Coletivo Mariachi e a MIC estiveram presentes, realizando uma reportagem que certamente mostra um ponto de vista diferente do que será visto na mídia corporativa.





_________________________________________

AND - A Nova Democracia
_________________________________________

  • Texto de ontem:

REBELIÃO POPULAR NO COMPLEXO DA MARÉ
Polícia dispara munição letal contra manifestantes

A equipe de reportagem de AND acaba de voltar do Complexo da Maré, onde moradores se levantaram com paus e pedras em uma ação sem precedentes contra as forças de pacificação na história da militarização de favelas no Rio de Janeiro. Depois de um protesto pacífico reprimido com tiros de fuzil pelas Forças de Pacificação e bombas de gás atiradas pela PM, moradores se revoltaram e revidaram com pedras e morteiros dos acessos às favelas Vila do João, Vila do Pinheiro e Baixa do Sapateiro.

A Tropa de Choque chegou ao local ainda às 20h, mas não foi capaz de conter a fúria das massas. Às 22h, fartos daquela ação covarde que deixou incontáveis moradores, feridos e intoxicados pelo gás, além das cotidianas ações do exército e da polícia na Maré, moradores surgiram dos becos em grupos enormes de centenas de pessoas e expulsaram um contingente de mais de 200 policiais de um longo trecho da Linha Amarela. A via que margeia o Complexo da Maré é uma das principais da cidade.

Mesmo vendo que não havia disparos de munição letal, policiais atiraram com pistolas e fuzis a esmo direto contra a multidão. Ao menos uma pessoa foi baleada e levada para a Unidade de Pronto Atendimento que existe próximo ao local. A ação é uma contundente resposta à presença das tropas de repressão do velho Estado, que somente nas últimas duas semanas, deixaram dois mortos e vários feridos em ações desastrosas nas favelas Salsa e Merengue e Vila do João.

Em duas ocasiões, veículos tripulados por moradores foram metralhados por soldados do exército sem absolutamente nenhum motivo. Tamanha a violência da polícia e das Forças de Pacificação, "uma faísca pode incendiar a pradaria". Fiquem atentos, pois daqui a pouco publicaremos um vídeo com imagens exclusivas do confronto no Complexo da Maré.



  • Texto de poucos minutos atrás:


REBELIÃO NO COMPLEXO DA MARÉ: CANSADOS DE OPRESSÃO, MORADORES SE LEVANTAM CONTRA A PM E O EXÉRCITO

Nas últimas semanas, a militarização do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, deixou várias vítimas. No dia 12 de fevereiro, um carro com cinco tripulantes foi fuzilado por soldados do exército. Vitor Santiago Borges, de 29 anos segue internado em estado grave. Na mesma favela, a Vila do João, no dia 20 de fevereiro um operário da construção foi baleado e morreu. No dia seguinte, 21 de fevereiro, uma Kombi foi fuzilada por militares do exército e cinco pessoas ficaram feridas. 

Na noite de hoje, revoltados, moradores fizeram um protesto pacífico. No acesso da Avenida Brasil à Linha Amarela, moradores tentaram fechar a via. Mesmo sem serem hostilizados, policiais usaram spray de pimenta. Apesar de todo o gás de pimenta, a massa seguiu com a marcha. Alguns metros à frente, militares do exército disparam tiros de fuzil em direção ao protesto, assustando inclusive policiais militares.
 
Uma moradora teve que ser socorrida por membro da nossa reportagem e da mídia independente. Revoltada, a população tentou seguir com o protesto e foi reprimida com bombas de gás e efeito moral. Com a chegada da Tropa de Choque, centenas de bombas de pimenta foram atiradas a esmo para dentro da favela Vila do Pinheiro. Moradores começaram a sair às ruas aos montes e responder ao ataque da Tropa de Choque com pedras, garrafas e fogos de artifício. 

Ao tentar correr de um ponto a outro, um policial caiu e teve que ser carregado por outros soldados. Em um determinado momento, nem mesmo a Tropa de Choque foi capaz de conter a fúria das massas e todo o contingente policial que estava no local foi forçado a se retirar. Não demorou muito e um policial militar começou a disparar tiros a esmo contra a multidão. Segundo relatos de moradores, ao menos uma pessoa foi baleada.


_________________________________________

Cenas fortes, assunto complicado... 
Vamos acompanhar, digerir e TENTAR entender o que e pq aconteceu...

Até breve (quando pretendemos voltar com mais atualizações)
Share on Google Plus

About Videoteca do Olhar Imparcial

0 comentários:

Postar um comentário