[RELATO] 1º dia do XIV Colóquio :: Direitos Humanos e as ruas (CONECTAS + CELS + LRC + KontraS)

Texto e Imagens: Ribas Machado


Segunda-feira (25/5/2015), evento marcado para começar as 9h00, relógio marcando 8h40 e lá estava eu, chegando na Praça das Artes (Av. São João, 281 - Centro). 


Após observar o colorido resquício de alguma possível campanha/evento contra a redução da maioridade penal (presumo), resolvi seguir as indicações/setas...



Fui seguindo...


Passei pelo palco ainda não desmontado do evento de lançamento da Rede de Jornalistas Livres (ocorrido ontem/domingo)


E, por volta das 08h43, me deparei com (o que, em breve, seria) a recepção do evento.

Me aproximei e, aproveitando que havia chegado cedo, fiquei observando toda a montagem do setor (de recepção).


Devo dizer que a organização dos representantes da Conectas e dos monitores/voluntários, foi um show a parte, digno de parabenizações...

Em pouco tempo tudo estava montado e, com a recepção pronta, fui recepcionado, credenciado, presenteado e resolvi entrar no prédio para me ambientar com o restante daquele espaço onde passaria o restante do dia e da tarde...


Chegando no salão principal, este era o cenário...


Que, aos poucos, foi enchendo...

Os primeiros componentes da mesa de abertura dos trabalhos, foram chegando...

E a mesa foi sendo composta...


Até que, sob a coordenação de Juana Kweitel (Conectas Direitos Humanos), foi oficialmente aberto o XIV Colóquio, tendo, como primeiro orador, Haris Azhar (Commission for the Disappeared and Victims of Violence -KontraS-), seguido de Michael Power (Legal Resources Centre -LRC-), de Gastón Chillier (Centro de Estudios Legales y Sociales -CELS-), todos os 4 quatro buscando se apresentar e nos deixar algumas provocações intelectuais que serão (algumas já o foram) mais trabalhadas quando de suas respectivas voltas em painéis futuros.
(Obs: da esq. pra dir. Juana Kweitel, Gastón Chillier, Haris Azhar, Michael Power)

Sim, eu falei quatro nomes, mas visivelmente, temos 5 pessoas nesta mesa de abertura...

E esta quinta pessoa (que fechou o trabalhos iniciais) era ninguém menos que o nosso (povo de São Paulo) Secretário de Direitos Humanos da Prefeitura, Sr. Eduardo Suplicy que, até por não voltar mais em futuros painéis/mesas, fez um pronunciamento mais encorpado, bastante interessante e com um fechamento bastante inusitado, típico do estilo despojado do nosso "Papito" (respeitado e até -pq não dizer- querido inclusive por quem não é petista -como eu, por exemplo, não sou -se bem que não sou lá grande base, pois com a idade, acabei piorando e atualmente não consigo ser mais nenhum "ista" ou acreditar em nenhum "ismo"-).

- Mas o que ele fez, Ribas????
Bom, digamos que ele fechou sua fala "citando" Bob Dylan... Tá tá tá, "citando" é pouco, digamos que... Bom, vejam o vídeo...


Após todo o grandioso e inusitado encerramento anterior, relógio marcando por volta das 10h40 e o jornalista Bruno Torturra, inicia a composição da segunda mesa/painel do dia...



Nesta mesa/painel tivemos as exposições de...

  • Nurcan Kaya, da Turquia, que participou ativamente das manifestações do Gezi Park e, justamente, sobre ele, nos brindou uma uma exposição muito rica em qualidade e quantidade de informações;
 

  • Phillip Agnew (por Skype, diretamente do EUA) representante do movimento "Black Lives Matter" e do movimento "Dream Defender"
  •  Jamil Dakwar, dos EUA, atual diretor do Human Rights Program (HRP) da American Civil Liberties Union’s (ACLU), organização dedicada à responsabilização do governo norte americano pelas obrigações assumidas internacionalmente no âmbito dos direitos humanos. Que pautou sua palestra em assuntos como brutalidade policial, encarceramento em massa, injustiça econômica, dentre outros.


  • Maria Luiza Aguilar, mexicana, coordenadora da área internacional da Ong “Centro de Derechos Humanos de la Montaña-Tlachinollan”, com sede no Estado de Guerrero, México. Tal organização, desde os eventos de 12 de dezembro de 2011 e 26 de setembro de 2014, passou a acompanhar e denunciar as graves violações de direitos humanos cometidas contra estudantes da Escuela Normal Rural de Ayotzinapa (assunto este que foi o foco de seu pronunciamento).
  • Gerardo Torres Perez é um estudante mexicano da escola Rural Normal Raúl Isidro Burgos em Ayotzinapa. Estava presente no dia 26 de setembro de 2014 no qual, após a realização de um protesto violentamente reprimido pela polícia, 43 estudantes foram sequestrados e desaparecidos. (Obs: Segundo informação cedida pelo Conectas, no dia 27 de maio, no meio do Colóquio, completa-se 7 meses do desaparecimento dos estudantes). 

  • Karim Ennarah, egípcio que atua como pesquisador no Egyptian Initiative for Personal Rights (EIPR) com foco no policiamento e justiça criminal. Karim também representa a International Network of Civil Liberties Organizations (INCLO). Que, fechando o painel nos trouxe e comentou a respeito de um relatório de sua autoria, a respeito de 9 casos emblemáticos de  violência policial e seus padrões. (Relatório este que nos prometida a distribuição de cópias no dia de amanhã).

Programação da manhã (estourada -13h10- e) finalizada. Antes dos participantes saírem para almoçar, tive tempo de observar algumas camisetas (adoro camisetas!), como a de baixo...



E tive a grata oportunidade de conseguir duas exclusivas:

Uma com Diego Montón (Argentino, da Via Campesina) que fará parte do primeiro painel da tarde


E outra com Karim Ennarah, que após me explicar (em off) a respeito do relatório, se apresentou para vocês e deixou uma mensagem.


 Exclusivas dadas, praticamente todos fora do prédio, fui almoçar...

14h50, todos de volta...



E mais uma mesa/painel montado, quando, sob a coordenação de Haris Azhar, pudemos ouvir Raquel Rolnik (FAU/USP -Brasil-) e Diego Montón (Via Campesina -Argentina-), que focaram suas falas no tema do painel, qual seja, "Espaço Público, terra e protestos"


Ambas as falas, com (tempo para) abertura de espaços para opiniões e questionamentos da plateia...



Participações/interações que, quando cessaram, deram espaço para uma pausa estratégica, para aquele momento do café e da interação entre os participantes...

Aproveitei o momento para mais uma exclusiva, agora com Manuel Chivonde Baptista Nito Alves,  (um universitário angolano e ativista de Direitos Humanos no Movimento Revolucionário Angolano, movimento, este, criado espontaneamente, em 2012, por jovens angolanos para travar lutas pela democracia, pelos Direitos Humanos na Angola e contra o governo do presidente José Eduardo dos Santos) que se apresentou e, com palavras e opiniões fortes, externou sua opinião a respeito do cenário atual de Angola.


Pausa estratégica finalizada e, agora sob a coordenação de Juana Kweitel , tivemos a formação do último painel/mesa, deste 1º dia do Colóquio, composta básica e fisicamente por Michael Power (da África do Sul) e, através de fala gravada em vídeo, Victor Abramovich (advogado argentino quee atualmente exerce o cargo de Secretário Executivo do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos (IPPDDHH), tendo sido também, membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Diretor Executivo do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento e assessor legal da Defensoria Pública da cidade de Buenos Aires.).

Pautando suas falas no tema "O Direito ao protesto" Juana e Michael... 



Também abriram o microfone para interações e participações dos demais presentes...

Abertura esta, muito bem aproveitada, complementada e qualificada por (citando apenas de dois, dentre outros que usaram da palavra) Diana Gichengo (do Quênia, que trabalha na Kenya Human Rights Commission -KHRC-)



E pelo, nosso já conhecido, Ativista Angolano, Manuel Chivonde.


Painel encerrado, tivemos (os participantes tiveram, olha eu já me enturmando hehe) as orientações para a futura simulação do Conselho de Direitos da ONU (que ocorrerá na quinta feira).


E os trabalhos (infelizmente) encerraram.

Sim! Tenho muito mais a falar, muito mais a mostrar (fotos e vídeos), mas, por enquanto, só quero deixar os parabéns para toda a organização, toda a estrutura e, em especial, para toda a assessoria de imprensa responsável por este (até então) maravilhoso evento.

Paro por aqui, pois amanhã tem mais e preciso dormir um pouco!!

Até breve, com mais novidades, comentários, exclusivas, imagens e tudo que for possível!!

Promessa!!















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