[RELATO] Revolução das Galochas (Coletivo de Galochas)

Texto e imagens: Ribas Machado 
Imagens: Luiza Fernandez


Como já dizia o Oswaldo (aquele Montenegro):

"Ah, todo rei é babaca
Senão nunca ia ser rei
Bom é ser povo, é ser caca
É ser capacho do rei

Sim todo rei é gordinho
Viva o micróbio e o crime
Sim, todo rei é sozinho
Mais de três pobres é time

 Deus me conserve vassalo
Bebendo esgoto da rua
Com a polícia no calo
Cachorro uivando pra lua"
E, neste clima, movidos por uma promessa (feita por nós/mim) que já estava pra fazer aniversário, esquematizamos um esquema muito bem esquematizado e fomos assistir, hoje, o último dia da temporada da peça:




E que surpresa/experiência batuta viu!!!



Com...
  • Direção: Daniel Lopez
  • Dramaturgia: Jéssica Paes & Rafael Presto
  • Sonoplastia, Arranjos e Treinamento Vocal: Antônio Herci
  • Letras e Treinamento Instrumental: Rafael Presto
  • Figurinos e Adereços: Diego Henrique & Rafael Presto
  • Cenografia: Raquel Bu Morales


 

O Elenco (composto de...)

Diego Henrique
Ighor Walace Trotta
Jássica Paes
Jhenifer Santine
Mariana Queiroz
Rafael Presto
Sofia Maruci
 


Por mais de uma hora, em mais de 10 cenas, fez a última apresentação (desta temporada no Parque da Luz, em Sampa), revolucionária, desta peça especial que consegue "quebrar tudo" que o esquema esquematiza como certo, correto, puro e fofo, alias, nem a a 4ª parede escapou...


O que torna a experiência de assisti-los, muito mais batuta!!





Até pq, nesta experiência, nós, plateia, mergulhamos em pensamentos, emoções, sensações, cores, provocações e incômodos gerados pelo texto, pela dramaturgia...



E pelas músicas!!!

Sim, elas estão presentes (muitas autorais, frise-se), o que torna tudo muito mais lúdico e supimpa!


 Em Que Noite Mataremos o Rei

Onde os reis esfomeados tropeçam
Nos tapetes de veludo das mansões de critais
Lá conheci esse bobo-da-côrte
Esse santo homem louco
Que me contou coisas demais
Juntos bebemos e cantamos
Longe da lei dos homens de poder

Refrão
Qual o seu plano
Bobo- da- Côrte
Em que noite mataremos o rei?

E falamos da miséria dos homens
E do frio que se acumula nos becos da cidade
Das mulheres que se lavam nas sarjetas
Das crianaças virando fumaça por causa da fome

(Refrão)

Pegaremos em armas?
Ergueremos bandeiras?
Faremos a cidade arder toda em vermelho?
Montaremos nossas bombas nos palácios, parlamentos?
Armaremos guilhotinas?
Dar início a uma guerrilha?
Ver as ruas tomadas no calor de um novo dia?
Enterraremos nossos mortos?
Ser maior do que o cansaço?
Em que noite mataremos o rei?

(Refrão)

 

Deu pra ter uma ideia né?

Pena que acabou...


Mas que bom que pudemos (e vocês poderão) ouvir um pouquinho mais dessa patota!


Até a próxima, Galochas!

Até a Próxima, região da Luz!




Até a próxima!!
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