[RELATO] Virada Cultural 2015 (Oficial e Não Oficial)


Texto e Imagens: Ribas Machado          
Imagens: Luly Fernandez          
(Agradecimentos ao Rafael Padial -TL- pelos vídeos do Coro)



Mais uma virada cultural em Sampa!

Lá fomos nós com o nosso Jornalismo Literário e Libertário de sempre...

Vale dizer que por diversas razões e trapalhadas não tínhamos credencial OFICIAL de imprensa, mas tínhamos uma pauta e uma missão bem definida, qual seja:
1- Chegar as 21h00 no cruzamento da Ipiranga com a Avenida São João para acompanhar o ato/manifestação do Coro dos Carcaras;

2- Passar na "Fonte do Municipal" para cobrir a "Virada Ilegal II" no Okupalco, ouvindo o que o Júlio, o Fernando e a Wanessa tinham a dizer;

3- (quando o relógio marcasse 23h23) Caminhar até o Palco (oficial) da Princesa Isabel para assistir a apresentação do Musical "Dias de Luta Dias de Glória" e prosear com o elenco;

4- Dependendo da situação (pois a Virada Anterior ainda trazia seus fantasmas bem presentes na memória) assistir o Musical "Rita Lee Mora ao Lado" e prosear com o elenco;
5- Livre
  • Já na nossa chegada, parecia que tudo daria certo (e realmente deu, frise-se) recebemos (sem precisar procurar) o encarte da virada, descobrimos onde estava o "Quartel General" da organização (com pessoas que nos receberam/atenderam muito bem) e, mesmo sem conseguir resolver a questão do acesso aos palcos (credencial), lá fomos nós iniciar nossa jornada...
 
  •  Como estava no nosso caminho (até o cruzamento de onde o Coro sairia) passamos pelo Okupalco e logo vimos que seria muito complicado chegar no trio e mesmo que chegássemos, seria impraticável conseguir algum papo batuta. Com isso deixamos para mais tarde esta etapa da missão e fomos pra esquina famosa de/da Sampa...
  • Conseguimos chegar no cruzamento, mas chegamos lá por volta das 21h20, o Coro já havia partido... E, mesmo com todas as maravilhas da tecnologia, não conseguimos descobrir onde eles estavam (naquele momento) e, por conseguinte, não conseguimos alcançá-los... Ficando, com isto...
 Sem conseguir vê-los...

(vídeo gentilmente cedido por Rafael Padial)

(vídeo gentilmente cedido por Rafael Padial)

E, também, sem ouvir o JOGRAL que eles fizeram...

(vídeo gentilmente cedido por Rafael Padial)

Pena, até pq quando finalmente descobrimos que eles (Coro) estavam amalgamados com o povo do Okupalco (o que seria uma oportunidade de matar dois itens da pauta/missão), nós já estávamos bem distantes, a caminho do Palco dos Musicais...

 (vídeo gentilmente cedido por Rafael Padial)

Incomodados com os desencontros que pareciam impedir nossa presença da "Virada não Oficial", seguimos, confiantes, "de volta" à Virada Oficial...

E aí tudo voltou a dar MUITO certo (destino, sorte, azar, sina, karma..? Sei lá!)

Olhando o encarte, enquanto caminhávamos rumo ao "Palco dos Musicais", descobrimos que poucos metros de onde estávamos (sem precisar fazer nenhum desvio na nossa rota), no palco Rio Branco, dali mais alguns minutos se apresentaria a Lenda Viva do Rock nacional, ninguém menos que Serguei (no alto dos seus 81 anos), como ouvir um "não" dá na mesma que não tentar, fizemos uma parada no Palco e, não é que topamos com seguranças e organizadores de palco muito boa gente, que fizeram a ponte com o empresário do Serguei que, por sua vez, nos proporcionou...


Aí o desanimo passou e decididamente concluímos que a noite era para os "caminhos oficiais"...

Caminhamos mais um pouco (atrasados por causa da parada histórica) e chegamos no "Palco dos Musicais", onde descobrimos que o Musical Anterior ("Tim Maia") havia acabado de acabar, ou seja, iria atrasar a programação... (nas observações finais falaremos um pouco a respeito)

Isto acabou sendo mais um golpe de sorte pois tivemos tempo de (e calma pra) prosear com os produtores/organizadores do Palco e, após um papo sossegado (e ao mesmo tempo profissional), bacana, sem frescura, sem pseudo "toridade", gerada por um título escrito num pedaço de papel plastificado, pendurado no pescoço, obtivemos um pedaço de papel para pendurar no nosso pescoço e entramos no cercado daquele palco, onde ficaríamos até o fim (da nossa jornada/missão) e onde passaríamos por experiências muito bacanas!


É verdade que o Musical

"Dias de Luta, Dias de Gloria"


Atrasou pra começar (sem nenhuma culpa da organização do palco ou da equipe da peça, frise-se), até pq, convenhamos que a montagem não era das mais simples e a ordem/intervalo das apresentações (criada em algum escritório com ar condicionado, pelo topo da pirâmide organizacional) também não foi das mais práticas e inteligentes...


Mas quando começou, valeu a pena esperar e assistir trechos como:


Permeados por cenas...





Tudo devidamente monitorado pelo diretor, seja da plateia...


Seja do palco...

E enquanto a peça seguia firme...


A emoção e as lembranças vão surgindo...


Até que chega o fim...




E então surge o momento de ouvir parte do elenco, como por exemplo,

O Diretor da Peça, Luiz Sorrentino


O Autor da Peça, Well Rianc


A Atriz Principal (de um super elenco de atores/cantores/dançarinos), Patrícia Coelho


E, lógico, o Ator Principal DZ6


Por falar no DZ6, vocês ouviram que ele tem uma banda (chamada DZ6) e músicas próprias né?

Pois é...


Enquanto conversávamos, o palco foi sendo arrumado para o próximo Musical,

"Rita Lee Mora ao Lado"


E quando tudo estava pronto, tivemos outra experiência cenográfica e musical muito batuta que, trazendo várias passagens da vida a "Tia Rita"...

Como o primeiro selinho na Hebe


Seus problemas/dramas...


Seus contatos com Tim Maia, Mutantes, Gal, Gilberto Gil, Ronnie Von, Ney Matogrosso...




Seu romance com Roberto de Carvalho


E tantas outras passagens que, mesmo na versão reduzida (apresentada) vão nos levando em uma montanha russa de emoções e sentimentos ora batutas, ora não...

Até que a peça acaba e voltamos ao dia atual e ao momento presente...


Momento este de prosear com o elenco (todos, tal e qual o elenco anterior, super abertos e dispostos a prosear) e trazer falas batutas pra vocês, como por exemplo:

A da atriz principal, Mel Lisboa


Do Diretor da Peça, Márcio Macena


E do Diretor de Produção da "Cantando na Chuva" (responsável pela peça) , Alex Camargo


Por fim, sol já quase nascendo, como estava no caminho, fizemos mais uma tomada do OKUPALCO, ainda ativo e cheio...


E seguimos o caminho pra casa, felizes e revigorados pela NOSSA experiência nesta(s) Virada(s) 2015...

Antes de fechar esta publicação, vale (muito) deixar um parabéns especial e um agradecimento para todo o grupo responsável pela organização do Palco Princesa Isabel, grupo este que, com humildade, simpatia e profissionalismo buscava resolver todas as questões e pepinos que lhes eram apresentados, sempre dando uma solução batuta... Nos referimos ao...
  • Rodrigo Ravelli
  • Nicolas Grillo
  • Victor Fernandes Monteiro
  • José Racioppi Jr.
  • Rafael Zago
  • E Vanessa Pasqualucci

Nós do MLI agradecemos a gentileza e o profissionalismo para conosco, e parabenizamos vocês por tudo (que vimos)!

Por fim...

Fim! O que vivemos nesta madrugada, deixará saudade...


Até a próxima!!!


Observações finais/gerais:
  •  Lemos, vimos e ouvimos que, desta vez não teve morte e não teve vítimas graves, isto é bom, mas se vangloriar que o número de furtos e roubos (sim, tem diferença) e detenções diminuiu, acaba sendo algo um pouco demais, típico dos "coleguinhas credenciados" (que querem manter sua credencial ano que vem), pois levando em conta que (no Centro de Sampa) tinha MUITO pouca gente (comparado com outros anos), o mínimo que se poderia esperar era que os furtos e roubos não tivessem aumentado (até pq é meio complicado furtar uma pessoa 2, 3 vezes não é mesmo?), se bem que, sinceramente eu não duvido que proporcionalmente isto (aumento) não tenha ocorrido...
  • Quanto ao policiamento... Ah! o Policiamento!! Pois bem, até as 0h00 (no Centro de Sampa) era só andar alguns metros e trombar com nuvens de PM, viaturas, motos, andando de lá pra cá e, junto com os muitos GCMs, dando "gerais" nos "suspeitos padrões" (presenciamos várias por metro quadrado)... Discussões político/sociais a parte, nada de muito novo (fora o enorme contingente), porém, lá pelas 5h00 da madrugada de sáb pra dom, no caminho (longo) de volta pra casa, este enorme contingente havia diminuído MUITO e, juntando ao fato de muitos palcos estarem fechados (mesmo em uma VIRADA cultural), a impressão que dava era a de um cenário pós apocalíptico...
  • Quanto ao público... Em comparação a outras versões, (o centro de Sampa) estava tudo MUITO vazio, isto pode ter sido (e foi) ocasionado pela violência e insegurança das versões passadas, somado ao pouco interesse em muitos palcos, falhas na organização (do topo da pirâmide) e à mania pseudo social de espalhar a virada por toda São Paulo (Mas Ribas, então você acha que o povo dos outros bairros não merecem cultura!!!???? Muito pelo contrário, o que eu acho é que centralizando e diminuindo o número de palcos, tudo poderia ser melhor controlado, aproveitado e ter mais qualidade... Ah! Mas você acha que todo mundo pode pagar pra se deslocar!!!???? Também não, por isso que tenho saudade de quando a Virada era com catraca livre nos Metros!)
  • Quanto aos palcos e atrações... Além da nítida escolha pela quantidade (de palcos) sem qualidade, era nítido o resultado da histeria/megalomania pois, como já citei acima, na madrugada, vários palcos estavam vazios/fechados e, os intervalos (entre as atrações) nos palcos ainda abertos eram muito longos... Até no Palco onde ficamos (e adoramos a experiência) deu dó ver o povo do Musical sobre Noel Rosa se apresentar, pra lá de 5h00 da madrugada (após dois palcos de rock), pra 50 pessoas... Quem será que foi a genialidade que fez essa agenda? Quem será que entendeu que o público de Noel iria/estaria em um palco afastado (dos Metros) às 5h00 da madrugada?? Quem achou que seria super batuta e politicamente correto pulverizar a Virada pela cidade toda? Complicado!!
  • O que mais, o que mais? Acho que tá bom né? Ah! sim, vale repetir que nós ADORAMOS a NOSSA experiência na Virada, mas isso ocorreu pq tivemos a sorte de entrar em um universo paralelo, organizado por pessoas especiais, porém não deixamos de observar a nossa volta e torcer para as próximas edições serem mais humildes e organizadas... O povo merece (pelo menos) o circo, já que o pão (e a água) tá difícil comprar!


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