[RELATO] Cobertura do Grande Ato Nacional por Direitos, Liberdade e Democracia

Texto e Imagens: Regis (Mídia Arrow)



Boa tarde leitores e leitoras do MLI

Estivemos no Grande Ato Nacional por Direitos, Liberdade e Democracia marcado para as 17:00 horas no Largo da Batata.


De cara deu para perceber que o local estava lotado pois já estava quase impossível sair da estação Faria Lima e da porta mesmo começamos os trabalhos com as imagens.



 Era tanta faixa, bandeira, cartazes etc, que muitos devem ter passado batido pelos olhares dos nossos fotógrafos. Sim para este ato apenas 02 estavam disponíveis e apenas um seguiu firme e forte até o final.













Voltando ao ato...

A concentração estava bem animada, batucadas com palavras de ordem, samba também com críticas e do carro de som Guilherme Buolos e os representantes dos Movimentos Sociais como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UJS (União da Juventude Socialista) o Coletivo RUA, a UNE (União Nacional dos Estudantes) entre outros representantes dos partidos de esquerda como PCdoB, PCO, PSOL e principalmente o PT, Sindicalistas e também os representantes de ocupações como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), FLM (Frente de Luta Por Moradia).... [ufa!!] faziam suas apresentações e críticas ao ato ocorrido no domingo 16/08/2015 enquanto seus seguidores estiavam seus balões e agitavam suas bandeiras, aplaudiam, soltavam fogos e ascendiam sinalizadores e gritavam NÃO VAI TER GOLPE!! NÃO VAI TER GOLPE!!












Diferente do ato do dia 16/08/2015 os mortos da chacina que ocorreu em Osasco e Barueri foram lembrados. O nome da cada um foi dito e seguido da frase PRESENTE NA LUTA. Após o nome de todos ser mencionado, fizeram um minuto de aplausos e deixaram bem claro que o ato é do povo trabalhador, do povo da periferia, do povo LGBT, do povo nordestino e das mulheres.








Aproveitamos que os carros de som ainda estavam parados e fomos tirar algumas fotos de lá de cima para termos uma ideia de quantas pessoas estavam presentes no local. Não foi necessário "contar" ou tentar ter uma base por metro quadrado desta vez. Para alegria de nós mídias independentes ou não, o carro de som sempre atualizava as informações. E o número chegou a 100 mil pessoas.






Às 19:00 deu-se o início da caminhada, o itinerário combinado foi Av. Faria Lima, Av. Rebouças e por fim Av. Paulista.




Parece pouco mas é cansativo....

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) compondo o maior Grupo no local e, com representantes de várias ocupações, puxou o ato com sinalizadores que deixou uma grande fumaça vermelha cobrindo a frente de tudo.





Logo que o ato começou a sair, saiu também do céu a chuva. Como foi dito em um dos carros de som: "Parece que São Pedro é da Direita pois, só chove em nossos atos!"

Pegamos carona em um dos últimos carros de som e de lá partimos registrando mais imagens e também se desviando dos galhos de árvores, fios de alta tensão e protegendo o equipamento da chuva fina que caia.






No cruzamento da Av. Faria Lima com a Av. Rebouças os carros de som pararam e houve uma pequena discussão entre os carros. Antes do ato sair haviam feito um acordo de que somente o "carro chefe" teria seu áudio ligado  e o acordo não estava sendo cumprido pois os outros carros não poderiam se manifestar.... Democrático, não?

Após isto o ato seguiu normalmente e tranquilo pela Av. Rebouças onde curiosos observavam a marcha vermelha e alguns estabelecimentos estavam com proteção policial.



Voltamos para o meio do povo assim como a chuva também voltava e fomos fazendo alguns registros dos manifestantes que resistiram até o fim com o frio e a chuva.






Chegando na Av. Paulista depois um pouco mais de duas horas de caminhada e que ficou lotada de gente dos dois lados o povo chegava puxado pelos gritos de "NÃO VAI TER GOLPE!"











Aproximadamente 21hrs e 45min., Guilherme Buolos pediu para o motorista parar o carro exatamente onde estava parado o carro de som do MBL dia 16/08... Coincidência? Provocação? Não sabemos...
De lá ele leu o manifesto e deu-se por encerrado o ato.






Começou então a correria do povo das ocupações para se reunirem e assinarem a lista de presença e a correria minha e de outros manifestantes e mídias independentes para chegar ao metrô e não pegar ele lotado.

E é isso aí pessoal. Mais uma missão cumprida.

Até a próxima.
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