Não Fechem A Minha Escola

Texto e imagens: Régis (Mídia Arrow)


Estive presente no Ato Contra a Reestruturação Do Ensino marcado para ocorrer no vão livre do MASP logo no período da manhã. Segui pela Rua da Consolação, na ciclofaixa nova e, logo chegando à Av. Paulista as primeiras impressões foram de outro movimento que estava ocorrendo, a Greve dos Bancários. Parei por uns momentos para tirar algumas fotos da reação do público diante da Greve.

Muitas pessoas paravam com dúvidas e questionavam algumas pessoas do sindicato dos Bancários que estavam na porta de algumas agências distribuindo folhetos.










Bom, o relato trata-se dos estudantes, não é mesmo? Voltando ao foco...

Ao chegar próximo ao MASP, os estudantes já haviam bloqueado a via sentido Rua da Consolação. Cerca de 60 manifestantes com cartazes, panelas, caras pintadas, apitos, bandeiras, faixas, baterias e nariz de palhaço caminhavam pela Avenida Paulista entonando algumas palavras de ordem.




















O intuito do ato foi mobilizar os estudantes e professores do Estado contra o fechamento de algumas escolas e a mudança, que obrigará alguns à mudar de escolas. Escolas as quais serão distantes de suas residências.

Seguindo já pela Rua da Consolação tudo estava tranquilo...

Desci por lá, conversando com a repórter da Globo para pegar mais algumas informações sobre como foi a concentração no MASP e, para onde o pessoal iria.
Como já suspeitava.... ela me confirmou que seria sentido à Secretaria de Educação localizada na Praça da República.

Fomos tranquilamente quando de repente uma começou uma correria.
Alguns alunos estavam em frente à entrada de um edifício em construção e ao questionar uma jovem pude saber sobre o ocorrido.


Acusavam que funcionários, que trabalhavam na obra, haviam atiraram de cima do prédio, uma espuma cheia de água e uma broxa de madeira.

Por sorte, os objetos, não atingiram nenhum dos aluno ou professores mas, a água acertou alguns.








Fiquei lá na porta aguardando o que seria feito, já que foi bem próximo do cordão final de viaturas da PMESP. Aguardei o responsável pela obra ou pelos funcionários junto com dois professores, que inclusive um deles fora quase atingido pelos objetos e estava molhado.


Depois de certa demora, os policiais, que pararam para verificar o ocorrido, aconselharam que fosse realizado um Boletim de Ocorrência se assim os vitimados achassem melhor.

O responsável pelos funcionários finalmente apareceu e nada foi resolvido. Analisou a foto para visualizar os funcionários e de qual andar atiraram os objetos.


O professor então ligou para saber se alguma viatura estava dirigindo-se ao local e, para sua indignação, o Comandante que o atendeu disse que não estava ciente de nada.

Resolvemos então seguir, novamente, de encontro ao Ato, já que haviam seguido adiante para o local planejado, a Secretaria de Educação do Estado de São  Paulo, situada na Praça da República.

Ao chegarmos lá, os alunos estavam reunidos e já se organizando para verificar o que iriam fazer.


Uma discussão começou, quando pessoas que queriam falar com o Secretário. Muitos queriam que ele descesse e falasse com os alunos e, outros preferiam subir como representantes.


Após a discussão ficou definido que iriam subir 11 pessoas para conversar com o Secretário e saber qual seria a posição dele sobre o que iria ser feito.




Após os onze subirem, representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APOESP) apareceram no local e alguns alunos logo cercaram a "Bebel"


Horas e horas se passaram... E neste tempo fiquei conversando com alguns alunos e alunas e, teve uma "Missão Impossível" que foi o resgate do celular de uma menina que deixou o aparelho cair em um dos respiradores da estação do metrô.

O povo de Rua nos ajudou fazendo uma "corda" com as camisetas e agasalhos que tinham e um dos jovens desceu no buraco, onde tem as "grades no chão", que ficam em cima da parte gramada da Praça.

A Praça da República começou a ficar vazia após a saída de alguns representantes. Alunos "fugiam" do Sol que estava escaldante e forte até que, por volta das 16:00 horas, o organizador do Ato e outros representantes desceram e falaram o que foi decidido.


Conforme dito acima e, mesmo antes disto, outro Ato já estava marcado para a data do dia 07/10/2015 no Vale do Anhangabaú, o qual não presenciei e não posso relatar aqui como foi. Porém, o Ato que ocorreu foi atualizado e, novamente, os alunos sairão as ruas dia 08/10/2015, no mesmo local, MASP, e com as mesmas pautas e itinerário, conforme abaixo.


Tentarei acompanhar os jovens, de novo, e volto em breve com mais um relato.

Até mais....


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