Tchau 2015 (Retrospectiva/Balanço - parte 01)



(Foto clássica, tirada após a apresentação da peça "A ordem saiu de quem?", que junta alguns membros do MLI, com muitos outros artistas, coleguinhas e ativistas)

É...

Pois é...

2015 está acabando (ou já acabou, afinal não sei quando você chegou aqui), UFA!!

Até que não foi de todo ruim (nem de todo bom), simplesmente foi...

Podia ter sido melhor (sempre)

Mas não foi...

Seja como for, vale lembrar que com ele/dele/nele...
  • O Aumento de tarifa para R$ 3,50, não foi barrado pela "rua" (o Prefeito foi espertinho na escolha da data, e os Coletivos resolveram para a guerra justo quanto a luta estava esquentando...);
  • Os coletivos que lutavam contra o problema da água, "secaram" junto com a água;
  • Os grupos da chamada "direita" tiveram um ápice, aí pararam de fazer manifestações/caminhadas individuais, para se transformar em eventos coletivos no estilo "feira de ciências" que, atualmente, já demonstram bastante desgaste e, onde um único grupo ainda mostra algum fôlego (embora, por brigas internas, já tenha perdido membros importantes), nos referimos ao MBL (Movimento Brasil Livre);
  • As manifestações da "vertical esquerda tradicional partidária", continuam gerando a tradicional e partidária vergonha alheia, muito embora, mais pro fim do ano, tenham conseguido LEVAR bastante gente, devidamente uniformizada e organizadinha, pra passear na Paulista; 
  • (Por falar em esquerda/vertical/tradicional) Tivemos (uma maioria) dos professores sindicalizados optando por seguir fórmulas antigas (quase pelegas) e, com elas, além de estragar/perder a luta, cometer injustiças monstruosas com pessoas/grupos que tentaram somar para ajudar;
  •  A turma do ativismo animal firmou posições, ok! Mas não conseguiu/construiu/realizou nenhuma grande vitória/ação nova (até teve uma doação de sangue verde, batuta mas com pouca adesão -pena-);
  • Tivemos a turma da Auditoria Cidadã da Dívida firmando presença e principalmente posições, seja participando dos eventos alheios, seja construindo os próprios (que, infelizmente, não pudemos comparecer, mas 2016 esta aí e assumimos esta "dívida com vocês"!!); 
  • Tivemos a turma do Coletivo Autônomo dos Trabalhados Sociais (CATSO), muitas vezes em conjunto com o Padre Júlio, travando uma quixotesca luta em favor do povo de rua, luta esta que até o presente momento esta sendo travada e tem na Tenda Alcântara Ocupada, um de seus principais focos de resistência;
  • Acompanhamos os Índios Guaranis na sua luta (ainda não vencida, porém não perdida) pelas terras do complexo Jaraguá;
  • Acompanhamos/registramos outras tribos em outras lutas pontuais;
  • Visitamos ocupações/acampas/squats legais (Ouvidor, Parque Augusta, Tenda Alcântara...);
  • Visitamos acampas esquisitos (como o do pessoal da intervenção militar constitucional);
  • Estivemos(dentre outras) nas podre/triste/desnecessária desocupação/desintegração do Parque Augusta, da Ocupação Almirante Negro e da Ocupação Nelson Mandela;
  • (Por falar na região dos jardins) Tivemos uma Marcha Negra de Desagravo, bem batuta, pelo ocorrido com o menino Jonathan Duran
  • Acompanhamos a pouco organizada luta contra a redução da maioridade penal;
  • Estivemos em escolas ocupadas e (ainda) estamos acompanhando as batalhas desta guerra interessante;
  • Cobrimos blocos de carnaval batutas como o "Pula a catraca" o "Me ocupa que eu sou da rua" e o (não carnavalesco) escracho do "Bloco da Mentira" e  ;
  • Cobrimos a 19ª Parada LGBT;
  • Cobrimos o XIV Colóquio de Direitos Humanos (CONECTAS); 
  • Cobrimos o 1º Encontro Sul Americano de Psicologia Política;
  • Assistimos peças teatrais de rua batutas (embora densas/tensas) como "A Ordem Partiu de Quem?" e "Revolução das Galochas";
  • Estivemos em grandes eventos culturais como a Virada Cultural 2015, o SP na rua e a Virada Ocupação;
  • Cobrimos eventos leves, lúdicos e batutas (de uma tribo/cultura ídem), tais como 37º Tanabata Matsuri; o Anime Friends 2015 e o Ressaca Friends 2015;
  • Levamos tiro

  • Respiramos muito gás;

  • Tivemos que aguentar "seguranças fofos com vocabulário extenso" uns mais pra linha do "cara crachá", outros pra linha do "dotô toridade" (aqui vale registrar que, mesmo sem , inicialmente, reparar, em TODAS AS VEZES outros coleguinhas estavam por perto, filmando, dando apoio e até "comprando as brigas" segue os nossos agradecimentos e os parabéns aos coleguinhas que fazem a verdadeira reportagem de rua); 



  •  Presenciamos muitas coisa que gostaríamos de "despresenciar" e que preferimos não repetir aqui;
Mas, no fim, hoje, podemos dizer que sobrevivemos e amadurecemos mais como seres humanos, nem sempre (muito) direitos, mas sempre HUMANOS;

Que venha 2016!!!

Estamos preparados!!!

E contamos sempre com a vista de vocês!!

Borandá!!
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