3 por cento - 3% (primeiras impressões da primeira temporada)

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado




Em 2011 um grupo, de brasileiros batutas, lançava na internet/youtube o piloto de um seriado de ficção científica onde, em pouco mais de 25 minutos, contava uma distopia/anti utopia pautada em um mundo futuro, dividido em um lado bom (bonito, com saúde, beleza, comida, paz, segurança, ar puro...) e um lado ruim (onde estava a maior parte da população), em que os jovens, ao completar 20 anos de idade, tinham a chance de poder tentar passar em um processo afunilatório e ser um dos 3% com direito a entrar no "mundo bom".

A ideia/sonho deste grupo (de autores do piloto) era tentar apoio para tirar do papel 12 episódios já prontos/preparados...

Pois bem, de lá pra cá, muita coisa aconteceu até que ontem, dia 25 de novembro de 2016, estreou na Netflix o sonho daquele grupo batuta!!

Eu assisti e venho contar minhas primeiras impressões... 

Já avisando que poderão ter spoilers para quem ainda não assistiu o piloto ou o Ep.01

Bom, antes de mais nada, conto que eu já havia assistido o piloto (anos atrás) e assisti novamente antes de começar o Ep.01 (ele -piloto- ainda está no youtube-) e, portanto, vale contar também que eu tinha curtido muito mas (pelo menos) ontem me incomodei com uma questão chatonilda no roteiro, qual seja...

Daqui pra baixo possíveis spoilers começam a surgir...

O piloto, basicamente é contado em forma de narração feita por uma das personagens que, ao completar 20 anos, está passando pelo processo... 

Até aí tudo supimpa mas, ela MORRE, praticamente no meio da história e, embora seja uma ficção, é bastante incomodo ver uma morta contando a história até o "final"...


No episódio 01, esse formato é mudado...

E, muito embora a personagem (que fala depois de morta) tenha sido duplamente "homenageada"


Pela personagem de uma concorrente tímida e atrapalhada, igualmente eliminada, que não morre (e por UM concorrente também eliminado que SE MATA)


Seu personagem foi descartado na versão upgrade.

Alias, os próprios personagens, que a homenageiam no episódio 01, são pouco mais que figurantes com close e fala... Se não fosse pela homenagem, tais cenas poderiam muito bem, nem existir...

Mas, por falar em homenagens, eu (talvez por piração, ou por ter acompanhado muito de perto tudo que aconteceu em 2013 -no Brasil-) acabei reparando num possível "easter egg", ou seja, uma homenagem à "black bloc", capa da revista Veja, que tinha o codinome "Ema"...

Digam que não parecem a mesma pessoa, alias, me digam (se conseguirem) quem é a Ema (real) e quem é a "ativista anti sistema" (do seriado)


E, sim, esse lance de um grupo de ativistas/terroristas/revolucionários anti sistema é uma ideia nova (na trama) que acabou dando um UP no enredo original (eu gostei muito do resultado!!)

Outros acréscimos interessantes foram trazidos à trama e, na minha opinião, melhoraram o que já era muito bom!

Muita coisa também foi mantida e, graças ao $$ injetado ou (também, talvez) à tecnologia atual, recebeu nova (e melhor) roupagem...

  • Piloto




  • 1º Episódio





Atores e atrizes também foram trocados (ou, em alguns casos, mudados de papel) e, nisso o 1º episódio, acabou ganhando muito (na maior parte das vezes).

Um bom exemplo de uma mudança bastante válida (nem tanto pela falta de qualidade do ator anterior mas, sim, pela grande qualidade do novo) ocorreu no personagem Rafael (mantido, sem mudanças, nas duas versões onde, em ambas, forja sua identidade para tentar uma segunda participação no processo), interpretado (no 1º episódio) pelo ator Rodolfo Valente que está ÓTIMO, no papel (só não o conheço e, portanto, não tenho como analisar se é um ÓTIMO ator ou se o papel lhe serviu como uma luva, mas isso não me importa, pois o resultado final está muito batuta)...
  • Piloto


  • 1º Episódio


Mas não pensem vocês que o upgrade trazido e mostrado ontem foi só maravilhas... Não!

Pelo menos no MEU gosto, o figurino ficou com MUITA informação, muita cor e, por mais que o carnaval esteja próximo (o ano passou rápido né!!??), não era para tanto...



Neste quesito eu preferia o visual mais limpo, do Piloto...

 

MAS ISTO É QUESTÃO DE GOSTO (OU MAU GOSTO, OK) MEU!

O que realmente me incomodou foi a manutenção da existência de alguns buracos no roteiro como, por exemplo (um, de alguns) o concorrente de família nobre, que se despede de uma senhora vestida com um uniforme clássico de doméstica, antes de seguir com o "bloco carnavalesco" que passava...

Tá, ok! Foi mostrado que ele era cuidado, que ele vivia com uma "governanta", tuuudo bem... Mas, pera, se a família toda dele estava no "mundo bom", o que ele fazia no mundo mal??? As crianças nascem e são jogadas no mundo ruim? Essa divisão é recente e a família "nobre" não conseguiu levar o filho??? Vacilaram no roteiro mesmo???

Sei lá...

Só sei que eu espero que este e outros buraquinhos sejam tapados nos próximos 7 episódios (até pq todos já foram feitos e já estão no ar -eu adoro isto na Netflix-) e não tenhamos que esperar uma segunda temporada "tapa buraco"...

De mais a mais eu ACONSELHO MUITO este seriado e, por mais que eu tenha lido algumas críticas bem pesadas, eu curti e estou na torcida pelo sucesso do projeto mas, vou parando por aqui pois, quero acabar de ver a primeira temporada pra depois voltar em outro texto e tecer as minhas, então, últimas impressões sobre a 1ª temporada (que, sinceramente, espero/torço) de muitas!!

Até breve!!
Até a próxima!!
















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1 comentários:

  1. Os buraquinhos no roteiro se tornarão buracos negros imensos, TioRibas. Não curti, mas a série deve ser vista para que novos formatos do Brasil cheguem ao mercado. Davi Godoy

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